Mas chegou o momento de rever estes conceitos: Lisboa está cada vez mais sofisticada. Durante o dia, museus com projetos ambiciosos e distritos industriais renovados exibem uma combinação de arte e design contemporâneo. À noite, uma leva de restaurantes badalados, casas noturnas elegantes e inovadores hotéis de design são pontos de encontro para a diversão. A melhor parte disso? A cidade continua uma verdadeira pechincha em comparação a outras capitais europeias.
SEXTA-FEIRA
17h - Elegância fabril
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The New York Times
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A livraria Ler, na Lx Factory, tem uma infinidade de livros dos mais variados títulos
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A metamorfose de Lisboa se torna evidente na
LX Factory
(Rua Rodrigues de Faria, 103; 351-21-314-3399), um complexo de fábricas desativado que abriga empresas de arquitetura, de internet, boutiques e café aconchegantes.
Instalada em um espaço que lembra um hangar e repleta de enormes prensas antigas, a livraria
Ler
(351-21-325-9992) exibe, do teto ao chão, livros novos e usados (muitos deles em inglês) de temas que vão da arquitetura da Ilha da Madeira até Jack, o Estripador.
Nas prateleiras da boutique
Organii
(351-21-099-9763) são encontrados os cosméticos orgânicos da marca portuguesa Myeko, entre outras grifes internacionais.
Para um lanchinho, a pedida é o
Landeau
(351-91-727-8939), que serve uma única opção: um bolo de chocolate que é um verdadeiro pecado (2.80 euros a fatia).
20h - Materiais Renovados
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The New York Times
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No Restaurante 560, um jantar para dois sai por 50 euros
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Placas de madeira compensada podem parecer mais adequadas a um site de materiais de construção do que a um restaurante elegante, mas no
Restaurante 560
(Rua das Gaveas, 78; 351-21-346-8317), o material é usado com um efeito incrível: cortado em quadradinhos iluminados, a superfície do compensado ganha um aspecto pixelado.
A cozinha também apresenta substâncias simples em formas inesperadas. O cardápio de aperitivos é um verdadeiro deleite ao apreciador de bons ingredientes da fazenda, com opções que vão desde folhados cremosos de farinheira (linguiça escura de porco) em calda de mel até torradas robustas recobertas de pedaços de cogumelos e queijo dos Azores derretido.
Entre os pratos principais embebidos em vinho, o moscatel forma o caldo para o confit de pato e uma redução do adocicado Madeira recobre a combinação mais bombástica do cardápio: Peixe espada grelhado com bananas fatiadas. O jantar para dois, sem bebidas, sai por cerca de 50 euros.
22h - Beira-rio
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The New York Times
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Noite cubana no novo Gloria Live Music Club
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Em quase toda sua existência, o bairro de Cais do Sodré sempre foi uma espécie de point de marinheiros. Atualmente, novos bares e casas noturnas estão surgindo em meio aos antigos estabelecimentos decadentes.
Como Lisboa tem muito mais a oferecer além de melancólicos fados, a nova casa
Gloria Live Music Club
(Rua do Ferragial 36A; 351-91-359-6474; cover 7 euros) tem ares de caverna e recebe bandas punk, soul e pop em seu palco iluminado em azul.
Outra novidade vintage de 2010 é o Sol e Pesca (Rua Nova do Carvalho 44; 351-21-346-7203), que homenageia a história marítima da cidade com itens de pesca recobrindo as paredes, além de centenas de latinhas de sardinha, atum, anchova e outros peixes (todas à venda), empilhadas dentro de caixas iluminadas. Tudo isso vai muito bem com um copo de cerveja Super Bock (1.50 euros).
SÁBADO
11h - Fantasias de estilo
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The New York Times
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Acervo do Mude, museu de moda e design, tem vestuário, móveis, até vespas
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Alguma vez você já sonhou em andar por aí em um longo de pele de crocodilo de Jean Paul Gaultier enquanto toma chá em um bule de prata de Andrea Branzi, com uma asa em formato de tronco de bétula? Vestuário e mobiliário de estilo ganham vida no
Mude
(Rua Augusta 24; 351-21-888-6117), um antigo banco transformado em museu de moda e design, inaugurado em 2009. A abóboda no subsolo e a galeria do segundo andar recebem exposições temporárias. No térreo é exibida a coleção permanente de legendárias e experimentais peças de vestuários, itens de decoração, mobiliário, capas de discos e até mesmo uma Vespa.
13h30 - Brunch Boêmio
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Flickr/Manuel M. Ramos
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Praça do Príncipe Real, em Lisboa, é uma opção de passeio à tarde
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A juventude descolada de Lisboa está descobrindo o bairro de Príncipe Real - que se tornou um paraíso de cafés e lojas de design e não para de crescer. Para aproveitar a tarde, a opção é o arejado
Orpheu Caffe
(Praca do Príncipe Real, 5A; 351-21-804-4499), onde artistas e músicos relaxam em poltronas vintage entre visitas à bem guarnecida mesa do brunch. Pães, torradas, geleias, queijos, presunto, cereais, iogurtes, frutas, bolos, chás e café, servidos com ovos e salsichas, por 15 euros.
15h - Feito em Lisboa
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The New York Times
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Loja do Chiado exibi a produção de três marcas indie portuguesas
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Nada melhor para digerir um brunch do que bater pernas pelas vitrines e torrar o cartão de crédito nas boutiques pretensiosas de Príncipe Real e seus arredores. Instalada em uma antiga padaria, a
Kolovrat 79
(Rua Dom Pedro V 79; 351-21-387-4536) exibe delicados colares que lembram uma rede (440 euros), echarpes estampadas com desenhos minúsculos da antiga realeza portuguesa (155 euros) e outros itens da designer Lidija Kolovrat.
Uma coleção ainda mais diversificada está a sua espera na Loja do Chiado (Rua da Misericordia 102; 351-21-347-2293), inaugurada em 2010, que exibe a produção de três marcas indie portuguesas: os elegantes calçados em couro de Catarina Martins, os itens bordados com inspiração asiática da TMCollection e as bolsas e acessórios em couro de vaca da Muu.
18h - Visite o Tejo
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The New York Times
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Separe algumas horas para passear pelo rio Tejo
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A maioria dos visitantes de Lisboa negligencia sua maior riqueza natural: o Rio Tejo. Para admirar um pôr-do-sol estonteante, siga para o
terminal da balsa do Cais do Sodré
(351-808-20-30-50) e pegue um dos barcos que faz travessias regulares até Cacilhas (20 minutos; 3.20 euros ida e volta). Após o desembarque, caminhe para a direita por cerca de 10 minutos ao longo da água até o restaurante
Atira-te ao Rio
(Cais do Ginjal 69-70; 351-21-275-1380). A casa branca e rústica à beira do Tejo é o lugar perfeito para degustar uma taça de porto branco (3 euros), enquanto se observa o sol lançar seus últimos raios sobre a ponte 25 de Abril e as colinas da paisagem urbana de Lisboa.
21h - Super chef a preços módicos
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The New York Times
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O Tasca da Esquina é comandado pelo aclamado chef Vitor Sobral
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Para um jantar preparado por um chef renomado a um preço acessível, a melhor pedida é o
Tasca da Esquina
(Rua Domingos Sequeira 41C; 351-21-099-3939), inaugurado em 2009 pelo aclamado chef português Vitor Sobral. Com decoração alegre e piso em concreto vermelho, paredes branquíssimas, enormes janelas e garçons jovens e gentis, o restaurante é frequentado especialmente por homens de negócio e casais que se deliciam com o cardápio composto por pratos pequenos e médios, preparados para serem divididos. Lá você vai encontrar de tudo um pouco: de rabo de porco ao coentro a pernas de codorna salteadas (em um molho amanteigado de limão e alho) e fatias finíssimas de porco com torradas. O delicioso pudim Abbot Priscos, que leva vinho do porto, é uma ótima escolha para um grand finale. Uma amostra de diversos pratos para duas pessoas sai por 40 ou 50 euros.
21h - O palácio de vidro
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Flickr/Pedro Prats
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Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga
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Em francês, o nome deste bar recém-inaugurado é ?o gato?, mas a caixa de vidro levemente reluzente e de arquitetura elegante que abriga o Le Chat (Jardim 9 de Abril; 351-91-779-7155) remete a um aquário longo e retangular, onde é possível degustar os coquetéis Porto Flip (vinho do porto rubi, brandy, gema de ovo, nutmeg; 10 euros) ao som de DJs tocando house music. O espaço, com vista para o Tejo e as colinas, cria um contraste surpreendente com o impressionante
Museu Nacional de Arte Antiga
, situado bem ao lado.
DOMINGO
11h - Excursão artística
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The New York Times
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A fortaleza vermelha, localizada em Cascais, abriga o Museu das Histórias
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Junte o surrealismo ao grotesco, acrescente algumas gotas de Freud e Yung, adicione colheradas bem cheias de folclore e mitologia e você vai começar a entender a obra de Paula Rego, provavelmente o maior expoente artístico ainda vivo em Portugal. E agora a cidade conta com uma estrutura bem adequada e incomum para exibir o trabalho da artista e de seu marido, o pintor inglês Victor Willing. Conhecida como a
Casa das Histórias
(Avenida da Republica 300, Cascais; 351-21-482-6970), o museu com ares de fortaleza está situado na elegante vila à beira-mar de Cascais, que fica a 45 minutos de trem da estação do
Cais do Sodré
(3.60 euros ida e volta). Ora psicodélicas, ora maliciosas e completamente estranhas, as telas dos dois artistas sempre são uma provocação ao pensamento. A melhor parte do passeio: como muita coisa em Lisboa, a entrada do museu é de graça.
*Tradução: Claudia Batista Arantes
Fonte: IG